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Mitos Litúrgicos – 9

06 jul

Mito 16. “O cálice e o cibório podem ser de qualquer material”

Não podem.

A Santa Igreja zela pelo material do cálice, cibórios e outros vasos sagrados utilizados nas celebrações. Por exemplo: é expressamente proibido o uso de vasos sagrados de vidro, barro, argila, cristal ou outro material que quebre com facilidade.

Especifica a Instrução Redemptionis Sacramentum (n. 117): “Os vasos sagrados, que estão destinados a receber o Corpo e o Sangue do Senhor, devem-se ser fabricados, estritamente, conforme as normas da tradição e dos livros litúrgicos. As Conferências de Bispos tenham capacidade de decidir, com a aprovação da Sé apostólica, se é oportuno que os vasos sagrados também sejam elaborados com outros materiais sólidos. Sem dúvida, requer-se estritamente que este material, de acordo com a comum valorização de cada região, seja verdadeiramente nobre, de maneira que, com seu uso, tribute-se honra ao Senhor e se evite absolutamente o perigo de enfraquecer, aos olhos dos fiéis, a doutrina da presença real de Cristo nas espécies eucarísticas. Portanto, reprove-se qualquer uso, para a celebração da Missa, de vasos comuns ou de escasso valor, no que se refere à qualidade, ou carentes de todo valor artístico, ou simples recipientes, ou outros vasos de cristal, argila, porcelana e outros materiais que se quebram facilmente. Isto vale também para os metais e outros materiais, que se corroem (oxidam) facilmente.”

O saudoso Papa João Paulo II insiste na utilização dos melhores recursos possíveis nos objetos litúrgicos, como honra prestada ao Corpo e ao Sacrifício de Nosso Senhor. Disse João Paulo II (Ecclesia de Eucharistia, n. 47-48):

“Quando alguém lê o relato da instituição da Eucaristia nos Evangelhos Sinópticos, fica admirado ao ver a simplicidade e simultaneamente a dignidade com que Jesus, na noite da Última Ceia, institui este grande sacramento. Há um episódio que, de certo modo, lhe serve de prelúdio: é a unção de Betânia. Uma mulher, que João identifica como sendo Maria, irmã de Lázaro, derrama sobre a cabeça de Jesus um vaso de perfume precioso, suscitando nos discípulos – particularmente em Judas (Mt 26, 8; Mc 14, 4; Jo 12, 4) – uma reacção de protesto contra tal gesto que, em face das necessidades dos pobres, constituía um « desperdício » intolerável. Mas Jesus faz uma avaliação muito diferente: sem nada tirar ao dever da caridade para com os necessitados, aos quais sempre se hão-de dedicar os discípulos – « Pobres, sempre os tereis convosco » (Jo 12, 8; cf. Mt 26, 11; Mc 14, 7) –, Ele pensa no momento já próximo da sua morte e sepultura, considerando a unção que Lhe foi feita como uma antecipação daquelas honras de que continuará a ser digno o seu corpo mesmo depois da morte, porque indissoluvelmente ligado ao mistério da sua pessoa. (…) Tal como a mulher da unção de Betânia, a Igreja não temeu « desperdiçar », investindo o melhor dos seus recursos para exprimir o seu enlevo e adoração diante do dom incomensurável da Eucaristia. À semelhança dos primeiros discípulos encarregados de preparar a « grande sala », ela sentiu-se impelida, ao longo dos séculos e no alternar-se das culturas, a celebrar a Eucaristia num ambiente digno de tão grande mistério. Foi sob o impulso das palavras e gestos de Jesus, desenvolvendo a herança ritual do judaísmo, que nasceu a liturgia cristã. Porventura haverá algo que seja capaz de exprimir de forma devida o acolhimento do dom que o Esposo divino continuamente faz de Si mesmo à Igreja-Esposa, colocando ao alcance das sucessivas gerações de crentes o sacrifício que ofereceu uma vez por todas na cruz e tornando-Se alimento para todos os fiéis? Se a ideia do « banquete » inspira familiaridade, a Igreja nunca cedeu à tentação de banalizar esta « intimidade » com o seu Esposo, recordando-se que Ele é também o seu Senhor e que, embora « banquete », permanece sempre um banquete sacrificial, assinalado com o sangue derramado no Gólgota. O Banquete eucarístico é verdadeiramente banquete « sagrado », onde, na simplicidade dos sinais, se esconde o abismo da santidade de Deus: O Sacrum convivium, in quo Christus sumitur! – « Ó Sagrado Banquete, em que se recebe Cristo! »

Fonte: Reino da Virgem Mãe de Deus

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4 Comentários

Publicado por em 6 de julho de 2009 em Liturgia

 

4 Respostas para “Mitos Litúrgicos – 9

  1. Dario Costa

    29 de janeiro de 2010 at 9:33

    O padre Fernando Augusto da paróquia de Riachos, por sua iniciativa, celebra a Eucaristia, com calices de barro, pratos de barro subestituem as patenas, uma tigela de barro como se fosse o cibório. Isto é escandaloso é o que varias pessoas afirmam. Já comuniquei ao Bispo de Santarém, pessoalmente, mas nada mudou. O que fazer? Rezar por ele será o suficiente para que mude de mentalidade? A Deus nada é impossivel: mas até lá, as pessoas vão ficando fragelizadas na fé.

     
    • Marcelo Moura Coelho

      18 de março de 2010 at 11:35

      Como o Bispo já foi comunicado e não fez nada sugiro que envie uma carta para o núncio apostólico ai de Portugal e outra para a Congregação para o Culto Divino. Tenho certeza que os endereços você encontrará na internet.
      Por outro lado, acho que seria interessante reunir a comunidade para rezar, semanalmente, um Rosário pelo padre.

       
  2. Dário Costa

    7 de agosto de 2012 at 4:08

    Além dos vasos de barro, o padre já não usa a casula, não purifica as mãos, não faz jenuflexões, A tijela de barro sem tampa continua a fazer de cibório, em um dos dois sacrários na mesma igreja, a Eucaristia distribuida em pratos de barro, por vezes não se benze no início da Missa, a camisa e gravata à vista etc. etc. O povo fala, mas as coisas vão de mal a pior e uma coisa que ninguém percebe, porquê o senhor bispo usa em Riachos os mesmos vasos de barro? Quando vem celebrar?Por medo? de quê? Em 2009 foi avisado destas irregularidades, porquê não agiu como manda o Direito Canónico nº1371-2º? por medo? de quê?
    Cristo Morreu de braços abertos, para que ninguém fique de braços cruzados; eu não vou ficar de braços cruzados; continuarei a defender a Santíssima Eucaristia, de qualquer irreverência. O papa Bento XVI, diz que a Igreja precisa mais de Santos, do que funcionários. concordo plenamente, e, continuo a rezar, lutar, para poder ter em Riachos,celebrações válidas, ao geito do Concílio Vaticano II, e não ao jeito arbitrário de quem, com o seu orgulho, não respeita as normas da Igreja, e considera inimigos, aqueles que defendem tão “grande Mistério”. Dário Costa

     
    • dario costa

      17 de julho de 2014 at 20:18

      Por defender a santissima eucarisria de irregularidades, como nos pede a irs 183,184, fui proibido de tocar orgao e de fazer parte do grupo coral de riachos, missao que tive durante 3o anos, cantando e tocando , para gloria de deus, mi ha sa tificacao e bem do povo de deus em riachos. Dario costa

       

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