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A Igreja e o Mundo – 3ª Parte

05 maio

Neste artigo, serão analisados o aborto, os métodos anticoncepcionais e o divórcio sob a luz da doutrina católica.

Aborto: A Igreja ensina, baseada na Bíblia (ver Jr. 1,5 e Sl. 139,15 – por exemplo) que a vida humana deve ser respeitada e protegida de maneira absoluta a partir do momento da concepção. Da mesma forma, Ela também ensina que só são consideradas lícitas as intervenções sobre o embrião quando ocorre respeito à vida e à integridade do embrião, não acarretando a ele riscos desproporcionados e visando a melhora de suas condições de saúde. Por fim, é imoral produzir embriões humanos destinados a serem explorados como material biológico disponível (Catecismo da Igreja, § 2274).

Sua Santidade Bento XVI, no livro “Sal da Terra”, que na verdade é uma longa entrevista, publicada em 1997, quando ainda era cardeal arcebispo, afirmou que a criança, mesmo no ventre materno, é um ser distinto da mãe devendo, portanto, ser tratado como um ser humano. Obviamente isso inclui o seu direito à vida.

É importante pontuar que a cooperação formal para um aborto é sancionada com uma pena canônica de excomunhão latae sententiae, o que o grupo “Católicas pelo direito de decidir” (que de católicas não têm nada) finge não saber.

Portanto, a Igreja nunca aceitará o aborto, clonagem de embriões, pesquisa de células-tronco em embriões ou coisas do tipo.

Métodos Anticoncepcionais: A Igreja ensina que o sexo possui dois fins, o reprodutivo e o unitivo. O primeiro significa que o sexo deve estar aberto à procriação. O segundo que o sexo serve também para unir o casal.

Claro que o grande motivo da controvérsia se encontra no primeiro fim citado. Como Bento XVI lembrou no livro já citado, ocorre no mundo de hoje uma separação entre sexualidade e procriação de maneira como nunca antes foi vista, o que, segundo ele, torna mais importante que a Igreja enfatize a conexão entre os dois.

Sua Santidade lembra ainda que uma diferença fundamental no mundo de hoje é que, ao contrário do que acontecia antigamente, quando uma gravidez, uma criança era considerada uma benção, atualmente, uma criança é considerada quase uma ameaça. Uma ameaça ao padrão de vida dos pais, a sua liberdade e etc.

A Igreja aceita apenas os métodos naturais, como a “tabelinha” e o Método Bilings. Aliás, deve-se enfatizar que na verdade não chega a ser aceitação, mas sim tolerância, porque, obviamente, um casal que opte por nunca ter filhos utilizando métodos naturais está tão errado quanto outro que utilize os outros tipos de métodos.

Portanto, como a utilização de métodos anticoncepcionais separa a sexualidade da procriação, a Igreja não deve mudar sua posição.

Divórcio: O Casamento é um dos sete sacramentos da Igreja Católica (os outros seis são: batismo, crisma, eucaristia, penitência, unção dos enfermos, e a ordem). O matrimônio é um sacramento indissolúvel que une o casal até que um deles venha a falecer.

A questão do divórcio na verdade é bastante simples, pois as palavras de Cristo sobre isso são bem claras: “Não lestes que desde o princípio o Criador os fez homem e mulher? E que disse: Por isso o homem deixará pai e mãe e se unirá a sua mulher e os dois serão uma só carne? De modo que já não são dois, mas uma só carne. Portanto, o que Deus uniu, o homem não deve separar” (Mt. 19, 4-6). E ainda: “Todo aquele que repudiar a sua mulher e desposar outra, comete adultério contra a primeira; e se essa repudiar o seu marido e desposar outro, comete adultério” (Mc. 10, 11-12).

Ora, como pode a Igreja revogar as palavras Daquele que a criou? Se assim fizesse, não seria mais a Igreja de Cristo.

Existem, porém, casos em que a coabitação matrimonial se torna praticamente impossível, como coloca o Catecismo. Nestes casos, a Igreja permite a separação física do casal e o fim da coabitação. Mas o casal não deixa de ser marido e mulher diante de Deus não podendo, portanto, contrair novo matrimônio.

Portanto, dado a claridade das palavras de Cristo, a Igreja não aceitará o divórcio de pessoas que, validamente, tenham contraído matrimônio. O que pode ocorrer é a declaração da nulidade do matrimônio pela autoridade eclesiástica competente. Ou seja, a Igreja reconhece que na verdade nunca houve matrimônio. Uma pessoa validamente casada só pode contrair o matrimônio novamente em caso de falecimento do cônjuge.

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Publicado por em 5 de maio de 2009 em Uncategorized

 

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