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Quando a CNBB publicará declarações sobre algo que importa?

30 abr

Nos últimos dias a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) publicou duas declarações. Uma contra a redução da maioriadade penal e outra sobre o Dia do trabalhador.

É espantoso que durante uma Assembleia Geral cujo tema é a formação de sacerdotes a CNBB perca seu tempo publicando uma declaração contra a redução da maioridade penal. Não vou entrar no mérito da questão da maioridade penal. O que interessa é que isso não se trata de um tema doutrinário, disciplinar, moral ou litúrgico e é lícito ao católicos se posicionarem favorável ou contrariamente à redução da maioridade penal.

Será que a CNBB não deveria estar focada em melhorar a formação dos sacerdotes, que em certas dioceses é péssima? Não deveria estar preocupada em melhorar a formação dos fiéis, impedindo que cursos de noivos ensinem métodos contraceptivos pecaminosos? Não deveria estar preocupada em melhor a qualidade das Santas Missas celebradas em nosso país? Não deveria estar preocupada em denunciar a promoção do aborto feita pelo governo federal? Quando será que nossos bispos vão se tocar que a Igreja é mestra e mãe e vão agir como tais?

Em relação à mensagem para o dia do trabalhador, o problema não é a mensagem, pois ela seria uma boa ocasião para a CNBB ensinar aos fiéis o valor do trabalho, mas seu lamentável conteúdo.  Para a CNBB a origem da crise é o sistema neoliberal, a falta de ética no mercado e a ausência de regulamentação do mesmo. A mensagem da CNBB poderia muito bem ter sido publicada pelo PT ou pelo PCdoB.

Nossos bispos deveriam refletir sobre as palavras de Sua Santidade Bento XVI. O Santo Padre ao invés de culpar sistemas (provavelmente porque sabe que qualquer sistema é afetado pelo pecado humano) apontou a cobiça como origem da crise.

A mensagem não tem qualquer tipo de referência à São José, padroeiro dos trabalhadores, nem qualquer menção à ética católica do trabalho, São Bento, São Josémaria Escrivá ou qualquer santo ou teólogo católico que poderia ter sido mencionado quando o assunto é trabalho.

Nossa Senhora, rainha do clero, rogai por nós.

Santo Cura D´Ars, rogai por nós.

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3 Comentários

Publicado por em 30 de abril de 2009 em CNBB

 

3 Respostas para “Quando a CNBB publicará declarações sobre algo que importa?

  1. Julie Maria

    1 de maio de 2009 at 12:36

    Obrigada pelo post… pelo menos estamos sabendo que muitos, muitos católicos estão realmente preocupados com a ortodoxia no Brasil.

    Falta termos voz… pois blogs, etc são bons mas precisamos de algo mais…

    Uma EWTN seria um bom começo!

    Rezemos

    Julie Maria

     
  2. Junio

    2 de maio de 2009 at 17:11

    Caro Jorge,
    salve Maria!

    Olha algumas das conclusões da reunião dos Bispos da CNBB:

    Declaração foi feita pelo arcebispo do Amazonas, dom Luiz Soares Vieira, no encerramento da 47ª Assembleia Geral da da CNBB, no interior de São Paulo.

    Indaiatuba, SP — O vice-presidente da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil), bispo d. Luiz Soares Vieira, disse ontem no encerramento do 47ª Assembleia Geral da entidade, em Indaiatuba (SP), que homossexuais podem ser padres desde que sejam celibatários.
    “Eles (homossexuais) são pessoas humanas. Têm essa constituição e devem ser tratados como gente, com respeito. Agora, o que se exige do heterossexual para ser padre, se exige também do homossexual. Se ele for entrar no celibato, tem que viver a castidade’’, disse, ao ser questionado sobre a posição da entidade sobre o tema.
    Cerca de 330 bispos participaram do encontro de dez dias da CNBB. O tema central foi o documento sobre as novas diretrizes dos padres brasileiros, aprovado por unanimidade, que reforçou a prática do celibato. O tema da homossexualidade chegou a ser debatido para entrar nas diretrizes, mas o termo “homossexualismo’’ foi excluído do conteúdo final do documento.
    O texto será encaminhado para a aprovação do papa Bento XVI e poderá sofrer alterações. A direção da CNBB determinou que seu conteúdo seja mantido em sigilo até que seja aprovado pelo papa. Após o encontro, o vice-presidente da CNBB defendeu o celibato ao afirmar que essa condição “não é uma lei divina’’, e sim “disciplinar”.
    “Nós temos na Igreja Católica Apostólica Romana alguns ritos em que padres se casam. No rito latino, que é o nosso, quem quiser ser presbítero tem que fazer a opção pela vida celibatária. Tem pessoas que não foram feitas para isso. Isso é um dom de Deus’’, disse d. Luiz.
    Os bispos discutiram ainda a participação de casais em segunda união nas paróquias, mas mantiveram a posição de que eles não podem comungar, já que o divórcio é considerado uma “irregularidade’’, segundo a CNBB.

    Fonte: http://www.emtempo.com.br/site/index.php?option=com_content&view=article&id=220:homossexuais-podem-ser-padres-se-forem-celibatarios&catid=37:pais&Itemid=56

     

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