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4ª Reflexão Paulina – São Paulo, Pecado e Perdão

22 abr

O cristão se converte, é batizado e cresce espiritualmente por meio da oração, da leitura da Bíblia, do serviço ao próximo e, principalmente, por meio da Eucaristia. Mas quantos não são os tropeços cometidos durante o decorrer da vida? A Igreja nos ensina que “a nova vida recebida na iniciação cristã não suprimiu a fragilidade e a fraqueza da natureza humana, nem a inclinação ao pecado, que a tradição chama de concupiscência, que continua nos batizados para prová-los no combate da vida cristã, auxiliados pela graça de Cristo” (Catecismo da Igreja Católica §1426).
Infelizmente, nos dias de hoje a compreensão sobre o que é pecado está um tanto deturpada. Muitas pessoas vêem o pecado como se fosse um tipo de crime criado arbitrariamente pela Igreja Católica. Com base nisso, muitas vezes resume-se pecado a um não matar e não roubar e se acredita que quem não faz isso está em comunhão com Deus.
Mas Jesus já nos preveniu contra essa visão simplista: “Entrai pela porta estreita, porque larga é a porta e espaçoso o caminho que conduzem à perdição e numerosos são os que por aí entram. Estreita, porém, é a porta e apertado o caminho da vida e raros são os que o encontram.” (Mt. 7, 13-14).
Não há pessoa que não queira ser feliz. Na verdade, todos pecam em meio à busca da felicidade. A palavra pecado tem origem hebraica e significa “errar o alvo”. Assim, pecamos quando erramos o alvo, quando buscamos nossa felicidade onde ela não está, apegando-nos a criaturas e nos esquecendo do Criador.
Quantas vezes nos apegamos a nós mesmo, ao nosso próprio orgulho e geramos discórdias dentro de nossas famílias, ambientes de trabalho e até mesmo dentro da igreja? Quantas vezes nos apegamos a prazeres momentâneos, da comida, da bebida, do sexo? Quantas vezes nos apegamos demasiadamente aos bens materiais? Quantas vezes somos medíocres e não procuramos o crescimento espiritual?
São Paulo viveu tendo Deus no centro de sua vida e ensinou seus discípulos, e também nos ensina, a fazer o mesmo: “O que importa é que os que têm mulher vivam como se a não tivessem; os que choram, como se não chorassem; os que se alegram, como se não se alegrassem; os que compram, como se não possuíssem; os que usam deste mundo, como se dele não usassem. Porque a figura deste mundo passa” (1Cor. 7, 29 – 31).
O Apóstolo dos gentios também nos ensina que “o salário do pecado é a morte” (Rm. 6, 23) e que se renegamos Cristo, Ele também nos renegará (cf. 2Tm. 2, 12). A morte, nesse caso, não é meramente morte física, mas espiritual, morte eterna: Viver para sempre afastado de Deus, único capaz de preencher aquele vazio existencial sentido por todo homem.
Mas felizmente Jesus nos deixou um remédio para quando caímos no pecado: o sacramento da Confissão, chamado também de Penitência ou Reconciliação. Na Confissão pedimos o perdão de Deus, que está sempre pronto a nos perdoar. Tudo o que Ele quer é nos arrependamos sinceramente de nossos pecados, peçamos perdão humildemente e busquemos não pecar mais.
Muitas vezes, por mais que se tente, não se consegue viver sem pecar. A esse respeito, São Paulo escreveu aos Romanos: “Com efeito, não faço o bem que quero, mas pratico o mal que não quero“. (Rm. 7, 19). Quantas vezes não temos que confessar um mesmo tipo de pecado que já confessamos tantas vezes?
Mas o próprio São Paulo não nos deixa cair no desânimo e nos lembra que “onde abundou o pecado, superabundou a graça” (Rm. 7, 19), e que não podemos desistir do combate espiritual contra o pecado, pois “não se comparam os sofrimentos deste mundo com a glória futura que se revelará em nós” (Rm. 8, 18). Não esqueçamos que não lutamos sozinhos: o cristão luta com Deus ao seu lado. “Se Deus é por nós, quem será contra nós?” (Rm. 8, 31)

Reflexão

Como está meu combate espiritual? Busco evitar o pecado com todas as minhas forças? Ou me acomodo a uma situação de pecado, dizendo para mim mesmo que não é possível mudar? Ou ainda, minto para mim mesmo, dizendo-me que não há nada de errado em determinado ato que cometi?

Gesto Concreto

Reflita se você está evitando o pecado, tendo como base os dez mandamentos e os sete pecados capitais. Caso sua consciência aponte algum pecado, confesse-se assim que puder.

Oração

Ó glorioso São Paulo, concedei que, por sua intercessão, possamos viver como novas criaturas, revestidas de Cristo. Quando cairmos, ajude-nos a nos arrepender e buscar o perdão de Deus, para que onde abundou o pecado, superabunde a graça. Para que, vivendo com os mesmo sentimentos de Cristo, possamos viver com Ele na vida eterna Amém.

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Publicado por em 22 de abril de 2009 em Espiritualidade, São Paulo

 

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