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A Igreja e o Mundo – 1ª Parte

16 abr

Na época da eleição do Papa Bento XVI escrevi uma série de quatro artigos, publicados no Mídia Sem Máscara, para abordar uma série de questões sobre a Igreja. Tratam-se das objeções mais comuns que a imprensa levanta contra a Igreja (casamento gay, ordenação de mulheres, aborto e métodos anticoncepcionais, entre outros) e que jornalistas desinformados trazem para o centro da discussão periodicamente. Portanto, são discussões ainda atuais.

Obviamente, não exauri nenhum dos temas discutidos. Quis apenas mostrar o que motiva a Igreja a adotar as posições que adota e mostrar porque é fútil ficar esperando que um dia Ela mude de posição sobre esses assuntos.

Os acontecimentos do último mês trouxeram os holofotes da imprensa e atenção de milhões de pessoas à Igreja Católica. A morte de João Paulo II e a eleição de Bento XVI fizeram com que os olhos do mundo inteiro se voltassem para a Igreja. De repente, surgiram dezenas de teólogos, especialistas, vaticanistas, vaticanólogos, entre outros. Todos querendo explicar e ensinar ao mundo o que é a Igreja Católica, qual a sua doutrina, quais as mudanças que ela deve realizar, quem seria o novo papa e etc. Isso quando não queriam ensinar tudo isso para a própria Igreja.

Freqüentemente, todos esses tipos citados demonstraram não saber nada sobre a Igreja. Adeptos da Teologia da Libertação voltaram do limbo a que foram confinados por João Paulo II e o então cardeal Joseph Ratzinger, quase que agradecendo a morte do papa polonês, e sugerindo uma volta da finada corrente, que de teológica não tem nada. Jornalistas que sequer são cristãos ficaram ávidos em ensinar o que a Igreja deveria fazer. Em suma: ordenar mulheres, aceitar o casamento entre homossexuais, o aborto, os métodos anticoncepcionais, o divórcio, a eutanásia, acabar com o celibato clerical e “democratizar-se”.

Nesta série de artigos que aqui inicio, pretendo fazer uma breve exposição da posição da Igreja Católica sobre esses pontos. Mas antes, é necessário fazer algumas colocações. Em primeiro lugar, acho sinceramente que aqueles que não são católicos não deveriam exigir mudanças de uma Igreja a que sequer pertencem.

Em segundo lugar, todos esses jornalistas e teólogos progressistas citam, na defesa dos seus pontos de vista, o Concílio Vaticano II, falam de seu “espírito” e etc, quando se percebe que na maioria das vezes essas pessoas sequem leram os documentos conciliares. Ou se leram, interpretam-no muito mal, jogando toda a Tradição anterior, incluído os outros concílios, e dando um verniz esquerdista ao Concílio que só existe na cabeça deles mesmos.

Em terceiro lugar, esses especialistas podem até não concordar, mas a Igreja e seus fiéis consideram que a doutrina católica é uma verdade revelada por Cristo, o Filho de Deus, e não por homens. Logo, não cabe aos homens mudá-la, mas sim guardá-la e cultivá-la. O contrário seria pensar as coisas do homem e não as coisas de Deus. Como bem colocou D. Eugênio Sales, cardeal e arcebispo emérito do Rio de Janeiro:

“A Igreja é uma instituição que deve ser vista e julgada à luz da fé e não do mundo. Ela representa Jesus Cristo e transmite os seus ensinamentos. O Papa João Paulo II foi absolutamente fiel a Deus e à integridade da sua doutrina. A doutrina é de Jesus Cristo e ao Papa cabe apenas gerenciá-la, não modificá-la. O que pode ser modificado é acessório e não essencial. Nós não devemos modificar as coisas que não são nossas, que são de Deus. Nem o Papa fará isso, porque a Igreja é uma instituição criada pelo Espírito Santo”.

Em quarto lugar, eles também não percebem que, ao querer moldar a Igreja de acordo com o pensamento moderno, ou seja, com seu próprio pensamento, estão apenas repetindo Adão e Eva: estão reivindicando autonomia moral, negando o seu estado de criatura.  Em quinto lugar, seria muito bom se, antes de escreveram sobre a Igreja e sua doutrina, que os jornalistas e supostos especialistas se dessem pelo menos o trabalho de consultar o Catecismo da Igreja Católica. Isso evitaria que eles falassem 90% das besteiras que falam.

Nos próximos artigos abordarei as questões mais levantadas pelos jornais desde a morte de João Paulo II, analisando-as sob a luz da doutrina católica, mostrando porque a Igreja não mudará seus ensinamentos em questões como divórcio, aborto, casamento homossexual e outros.

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