RSS

Igreja e Partido

23 mar

Em razão da influência da Teologia da Libertação existiu e ainda existe na Igreja brasileira uma tendência a politizar a Igreja Católica. A opção preferencial pelos pobres passou a ser compreendida como opção pela revolução socialista, que, em termos práticos, passou a ser uma opção por partidos de esquerda que, supostamente, estariam ao lado dos oprimidos. Infelizmente alguns setores da Igreja brasileira tiveram bastante influência na criação e no fortalecimento do PT. Essa politização também foi uma das causas do expressivo número de católicos que abandonaram a Igreja nas últimas décadas. Com efeito, quantos não deixaram a Igreja porque procuravam Cristo, mas só encontraram Marx e Che Guevara?

Existe também o erro oposto, embora, obviamente, este seja bem menos disseminado: Reduzir a Igreja a um mero combate político anticomunista, antiesquerdista e antipetista.

Para ambos os erros, recomendo refletir sobre o que o então Cardeal Joseph Ratzinger disse numa palestra ao clero brasileiro:

Se eu me declaro por um partido, este se torna, por isso mesmo, o meu partido. Ora, a Igreja de Jesus não é minha, mas sempre a sua Igreja. A essência da conversão consiste em que eu já não procure meu partido, com meus interesses e meus gostos, mas me entregue às mãos de Cristo e me torne seu, me torne membro de seu corpo, que é a Igreja. Procuremos ilustrar este ponto um pouco mais detalhadamente. Os coríntios vêem no cristianismo uma teoria religiosa interessante que corresponde a seus gostos e expectativas. Escolhem aquilo que lhes agrada e o escolhem sob uma forma que lhes é simpática. Quando, porém, a vontade própria é determinante, já se deu a cisão, porque os gostos são muito contraditórios entre si. Desta escolha ideológica pode surgir um clube, um círculo de amigos, ou um partido, mas não a Igreja que supera as oposições entre os homens e os une na paz de Deus. O princípio do qual surge um clube é o próprio gosto, mas o princípio sobre o qual se funda a Igreja é a obediência ao chamado do Senhor, como hoje lemos no Evangelho: “Chamou-os e eles, deixando imediatamente o barco e o pai, seguiram Jesus (Mt. 4,21ss“. (Compreender a Igreja Hoje – Vocaçao para a Comunhão)

Anúncios
 
 

6 Respostas para “Igreja e Partido

  1. Ana Maria Nunes

    24 de março de 2009 at 11:39

    A tl é uma desgraça e n está morta, as ceb”s estão com tudo. E o que mais me preocupa são os jovens, essa tal pj, é escola comunista.

    Parabéns pelo blog, ser blogueiro é padecer no paraiso, quando vc começar a incomodar, receberá muitas declarações cômicas srsrsr

    Salve Maria Santíssima!

     
  2. Miguel

    24 de março de 2009 at 14:43

    Caro Marcelo,

    Conheço muitos anti-comunistas, mas não lembro de nenhum deles fazer da Igreja um palco único da luta anti-comunista ou anti-petista.
    Também conheço muitos católicos que fazem muito bem à Igreja, participando ativamente de atividades religiosas diversas e que também combatem o comunismo, socialismo, etc.
    O fato é que, quando um padre toma uma posição comunista, se desviando portanto da reta doutrina, o católico de bem tem como obrigação combater esse erro.

    Parabéns pelo blog,visitarei sempre!
    abraço!
    Em Jesus e Maria

     
    • Marcelo Moura Coelho

      24 de março de 2009 at 17:45

      Caro Miguel,

      Acho que você não deve ouvir o programa de Rádio do Olavo de Carvalho ou participar da comunidade dele no orkut.
      O filósofo já usou palavras de baixo calão para se referir aos membros do Opus Dei porque estes, segundo ele, não fazem nada contra o comunismo.
      Já no orkut vários admiradores dele repetem o comportamento.
      O católico tem sim a obrigação de combater o comunismo, mas, como você sabe, esse não é o fim último da Igreja, que é a salvação.
      Obrigado pela visita.
      Abraços

       
      • Miguel

        25 de março de 2009 at 12:44

        Olá Marcelo,

        Mas o Olavo de Carvalho não é católico, então não pode estar incluído nesse grupo de católicos que reduzem a Igreja apenas como combate anti-comunista.

        Por isso que disse que não vejo muitos casos como esse que você citou.

        abraço!

        Miguel

         
  3. Guilherme

    24 de março de 2009 at 14:56

    Vim pelas orações e fiquei para os tira-gostos!

    Comentário preciso, citação magnífica — e ótima sorte para ti, Marcelo.

     
    • Marcelo Moura Coelho

      24 de março de 2009 at 17:49

      Obrigado, Guilherme!

       

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

 
%d blogueiros gostam disto: