Na Homilia durante as primeira Vésperas da Festa de São Pedro e São Paulo. Eis um trecho dessa homilia (tradução minha):

Nas últimas décadas a expressão “fé adulta” se tornou um slogan difundido. Na maioria é usado em relação à atitude daqueles que não prestam mais atenção ao que a Igreja e seus Pastores dizem, em outras palavras, aqueles que escolhem por si mesmos em que crer e deixar de crer, numa espécie de “self-service da fé”. Expressar-se contra o Magistério da Igreja é mostrado como uma espécie de ‘coragem’, quando na verdade não é preciso muita coragem, porque quem faz isso pode estar certo que receberá apoio público.

Ao contrário, é preciso coragem para aderir à fé da Igreja mesmo se ela contradiz a ‘ordem’ do mundo contemporâneo. Paulo chama esse não-confirmismo de ‘fé adulta’. Para ele, seguir os ventos do momento e as correntes do tempo é um comportamento infantil.

Por isso, faz parte de uma fé adulta se dedicar à defesa da inviolabilidade da vida desde o seu início, consequentemente se opondo ao princípio da violência, principalmente na defesa dos mais indefesos. Faz parte de uma fé adulta reconhecer a indissolubilidade do casamento entre um homem e uma mulher, de acordo com o que foi ordenado pelo Criador e reestabelecido por Cristo. Uma fé adulta não segue qualquer corrente aqui e ali. Ela permanece firme contra os ventos da moda“.